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Santos,05/01/2026

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    “Eu pago o seu salário!” – Como lidar com essa situação na gestão condominial

    Entenda agora.

    Amanda Accioli | Portal Sindiconline
    “Eu pago o seu salário!” – Como lidar com essa situação na gestão condominial CMPremium

        Quem exerce a função de síndico por algum tempo já se deparou, ou provavelmente ainda vai se deparar, com a frase: “Você tem que fazer isso, porque eu pago o seu salário!”. Por mais desconfortável que seja ouvir algo assim, é importante compreender que, na maioria das vezes, essa afirmação nasce de um equívoco sobre o papel do síndico e sobre a própria estrutura de funcionamento de um condomínio.

        O síndico é o representante legal do condomínio, eleito pela assembleia, e tem suas atribuições previstas no Código Civil e na convenção condominial. Ainda que receba remuneração ou isenção de taxa, ele não é subordinado a um morador individualmente, mas sim à coletividade. Sua função é atender ao interesse comum, respeitando as decisões assembleares e as regras vigentes, e não executar ordens particulares que não estejam previstas nas suas obrigações.

        Diante de uma fala desse tipo, o primeiro passo é manter a calma. Responder de forma reativa ou irônica só acirra o clima e afasta a possibilidade de um diálogo construtivo. O ideal é ouvir, identificar qual é a demanda real por trás da frase e explicar de forma clara como funciona a atuação do síndico. Uma boa resposta é aquela que acolhe a preocupação, mas deixa claro os limites técnicos e legais, como no exemplo: “Entendo a sua preocupação, e minha função é administrar o condomínio seguindo as decisões da assembleia e a legislação. Vamos analisar a sua solicitação e verificar de que forma o condomínio pode ou não atuar nesse caso.” Esse tipo de abordagem retira o foco da discussão pessoal e leva a conversa para o campo institucional, reforçando que a atuação do síndico é pautada pelo interesse coletivo e não por pressões individuais.

        É fundamental também diferenciar quando a cobrança é legítima — por exemplo, se houver omissão em relação a obrigações do condomínio, como manutenção das áreas comuns ou cumprimento de decisões assembleares — e quando ela é inadequada, como nos casos em que se exige interferência em conflitos particulares entre vizinhos ou a execução de tarefas que não cabem ao condomínio. Além disso, uma comunicação preventiva e constante com os moradores é a melhor forma de evitar mal-entendidos desse tipo.

        Informar periodicamente sobre o que é responsabilidade do condomínio, o que é responsabilidade do morador e como funciona a remuneração do síndico ajuda a alinhar expectativas e a reduzir o uso de frases como “eu pago o seu salário” em momentos de tensão. Em resumo, o segredo está na postura: manter serenidade, embasamento técnico e foco no que diz a legislação e a convenção. Dessa forma, o síndico demonstra profissionalismo, preserva o respeito mútuo e garante que as decisões e ações na gestão condominial sejam guiadas pelo interesse de todos e não por exigências isoladas.


    Amanda Accioli

    Síndica Profissional e Advogada Condominialista

    Diretora Nacional da Sindicatura na ANACON (Associação

    Nacional da Advocacia Condominial)

    Instagram: @acciolicondominial

    Contato: amandaaccioli.adv@gmail.com | 11-988915864 Whatsapp




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